
Plantios
Desastrosos,
Colheitas
Calamitosas
Do livro
Causos de Umbanda – A Psicologia dos Pretos Velhos
Vovó Benta
Psicografada por
Mãe Leni W. Saviscki
Dirigente do
Templo de Umbanda Vozes de Aruanda
(Terreiro Filiado ao Centro Espiritualista Caboclo Pery -
CECP)
Tem
coisas
acontecendo neste
mundão
de
meu
Deus,
que,
como
diziam os
mais
antigos,
"até
Deus
duvida".
Os
filhos
da
terra,
cegados e ensurdecidos
pelo
brilho
e
grito
da
matéria,
insistem
em
andar
sobre
o
solo
do
planeta,
tal
qual
robôs
automatizados.
Do
mundo
espiritual,
berço
de
todos
os
espíritos
encarnados
ou
não, desde
sempre, jorram,
tanto
avisos,
quanto
lenitivos
no
intuito
de
vos
acordar
para
a
realidade.
Desde
Moisés
até
Jesus,
fora
outros
tantos
"enviados
especiais",
sempre
a
Luz
se fez
sobre
o planeta e a
humanidade
insiste no
erro
e na
escuridão.
Plantios
desastrosos,
colheitas
calamitosas.
Como
o
tempo
da
Programação
Cósmica
para
as mudanças, esgotam-se, os "estremecimentos"
se fazem
necessários.
Estais
todos
assustados
pelos
últimos
acontecimentos
que
não
poupam
nem
as
Terras
de
Santa
Cruz,
eleito
berço
do
Evangelho.
E vossas
mentes
não
entendem
porque
aqui
também
as
catástrofes
apocalípticas acontecem.
Perguntas
que
todos
saberão
responder
se voltarem
vossa
atenção
para
o
dia
a
dia
de
cada
um,
para
a
rotina
que
se faz nas vossas
vidas.
Busca
incessante
de
apetrechos
materiais.
Modismos
que
a
pretexto
de absurdas
necessidades
vos
ocupam
parte
integral
do
dia
e preenchem vossas
mentes
à
noite.
Primeiro
precisais
ganhar,
depois
acumular,
depois
manter...e
por
isso,
o
verbo
conjugado
é
sofrer.
O
medo
de
perder
o
que
se tem
toma
conta
e
com
ele,
mesmo
tendo
tudo
demais,
deprimem-se
como
se
tudo
lhes
faltasse.
Este
espírito
que
vive no
mundo
dos
mortos
e
que
por
ter
errado
muito,
hoje
procura
ajudar-vos a
acertar,
afirma
que
"tudo
lhes
falta" quando
o
coração
está
vazio.
Hoje
compram-se
até
"amores"
em
liquidação...Amores
que
não
são
amores,
mas
vazios
que
se tentam
preencher
com
um
sentimento,
que
embora,
exista
dentro
de
cada
ser
na
sua
essência,
está mascarado
pelo
"visual"
que
precisa
ser
perfeito
para
que
as
pessoas
tenham
valor,
sejam aceitas.
E esse
visual
tão
preocupante
para vossas
vidas,
é deteriorável,
perecível.
Em
questão
de
segundos
pode se
extinguir,
sumir,
morrer.
Somente
o
que
não
perece,
não
morre
nunca,
não
deixa
de
existir
e
que
é
eterno
de
verdade
é a
essência
que
sai desta
casca
física
e continua
sua
jornada
no
além.
Enquanto
na
terra,
não
há
grifes
para
cobrí-la,
não
há
outdoor
para
expô-la...
Ninguém
é
capa
de
revista,
nem
desfila nas
passarelas
se "só"
tiver uma
linda
essência.
Ninguém
ganha
prêmios
nem
votos
por
ser
"bonito
por
dentro".
Quando
o
homem
sai do
físico,
seja devagarzinho
ou
abruptamente,
seja
com
aviso da
doença
ou
sem
aviso
nenhum,
desnuda-se do
físico
e de
tudo
o
que
este vos
proporcionou, num
átomo
de
segundo.
E
aí
sim,
sois
vós
mesmos.
Deixais na
terra tudo
o
que
era
desnecessariamente
necessário
para
descobrir
no
além
que
estais
agora
necessariamente
sós,
mas
graças
a
Deus,
amparados.
Vossos
bolsos
estarão
vazios
e
talvez
vossos
pés
descalços.
Terão
que,
obrigatóriamente,
sobreviver
daquilo
que
vossos
corações
estiverem
cheios.
Que
aquilo
a
que
denominais
tragédias
coletivas,
mas
não
vos
atingiu
diretamente,
vos
sirva de
alerta
consciencial.
Que
não
seja
motivo
nem
hora
de
acusações
descabidas
ou
de
procurar
culpados,
mas
um
estremecimento
para
acordar
a
quem
dorme, de
acertar
o
que
está errado,
que
seja
hora
de vos
alertar
às
palavras transcritas através
de Hippolyte Léon Denizard Rivail: "Homens,
porque
lamentais as
calamidades
que
vós
mesmos
amontoastes
sobre
vossas
cabeças?
Menosprezastes a
santa
e
divina
moral
do
Cristo,
não
vos
espanteis,
pois,
que
a
taça
da
iniqüidade
tenha transbordado de todas as
partes."
A
dor
não
seria
necessária
se aprendêssemos a
amar
o
amor....
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