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Rua Porto Estrela, nº 65, Estância - Recife - PE Dirigente: Mãe Luzia Nascimento Blog do Centro Espiritualista Luz de Aruanda e-mail: luzianascim@gmail.com
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![]() História do Centro Espiritualista Luz de Aruanda "Quanta força tem o vento, quanta força tem o pensamento..."
É com essa frase, de um ponto de louvação à Orixá Iansã, que desejo falar um pouco da minha caminhada rumo à Umbanda iniciando assim a história do Centro Espiritualista Luz de Aruanda. Nasci no seio de família católica no ano de 1964. Durante minha adolescência tomei contato, na casa de uma tia paterna, de umas reuniões de “mesa branca” e que eram freqüentadas pelos meus pais. O mentor de minha tia era o Caboclo Ubiratan e embora eu não entendesse muita coisa acerca de espiritualidade sempre estava presente às reuniões. O Caboclo Ubiratan sempre que me aplicava um passe dizia: “Menina, você tem compromisso com a mediunidade.” Eu era muito jovem e meus pais desconversavam toda vez que lhes tentava falar sobre o assunto citado pelo Caboclo. Na realidade, era o preconceito e o receio que imperavam. Ao completar 22 anos fui levada por uma amiga a um Centro Espírita pautado nos ensinamentos do senhor Allan Kardec. Durante 17 anos desenvolvi atividades no meio espírita (kardecista). Vez por outra, revia o Caboclo Ubiratan que dizia: “Cabocla, continue seu trabalho e seu estudo mas seu lugar é em outra banda.” Em meados de 1999, comecei a participar das reuniões de desenvolvimento mediúnico na casa que já fazia parte, onde já desempenhava tarefas de passes, aconselhamento fraterno, palestras, coordenação de estudo entre outros. Foi a partir dessas reuniões que passei a ver, sentir e ouvir entidades de Caboclos, Pretos Velhos, Ibejis e Exus que me acompanhavam nas atividades espirituais onde quer que eu estivesse. Infelizmente nas reuniões eu não podia nomeá-los e o trabalho era feito nos bastidores astrais. Aí comecei a me perguntar: até quando, meu Deus, vou me esconder? Até quando será assim? De 2001 a 2003 as manifestações passaram a ser mais freqüentes, acrescidas com cheiro de ervas, cachimbo, charuto e tudo que é pertinente ao trabalho na Umbanda. Em março de 2003 cheguei em casa e no terraço visualizei um Caboclo que me olhava e me endereçou um belo sorriso. Hoje sei ser meu Mentor Pai Sete Flechas. No final desse mesmo ano adquiri em uma livraria o livro: “Tambores de Angola” que mexeu profundamente comigo. Comecei a ler mais sobre a Umbanda descobrindo assim a mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas através de seu médium Zélio Fernandino de Moraes. Quanto mais o tempo passava, em meu coração e na minha consciência, ouvia uma voz interior que dizia: “Há um trabalho de Umbanda como você almeja mas não aqui em Pernambuco.” No ano de 2004, os primeiros 3 meses foram de muitas turbulências em minha vida, principalmente no que tange a não admitir mais que as pessoas que me rodeavam, falassem mal da Umbanda. Numa bela noite dia 23 de abril, estando no portão de minha residência e no auge de minha angústia em busca de ajuda, vejo passar uma procissão com um andor de São Jorge. Então, intimamente pedi: “Pai Ogum! Se meu caminho é a Umbanda me mostre a rota, não me deixe perdida no caminho.” No dia 05 de agosto de 2004 recebi através da psicografia ente a primeira mensagem de uma preta velha, Vicentina de Angola, intitulada Espera o Tempo. Assim fiz, só que dessa vez não fiquei de braços cruzados passei a buscar pelo meu objetivo: Conhecer a Umbanda. Graças ao concurso da internet descobri o site do Centro Espiritualista Caboclo Pery – CECP mantendo os primeiros contatos com a Mãe Iassan Ayporê Pery, dirigente do mesmo, que sempre de forma transparente, clara e objetiva começou a tirar minhas dúvidas sobre a Umbanda. Tomei coragem e fui a Niterói. Não conhecia ninguém, mas fui. Era novembro de 2004. Voltei abismada com tudo que tinha visto, a disciplina, o zelo, o amor, a forma de trabalho das entidades enfim a desmistificação da Umbanda. Realmente a minha voz interior tinha razão, existia uma Umbanda como eu pensava. E agora? E então? Tive que esperar o meu tempo para assimilar tudo o que tinha visto. O que vou fazer meu Deus? Como vai ser essa distância física? Durante alguns meses fiquei aguardando resposta. Numa bela manhã dia 12 agosto de 2005, acordo e vejo ao lado da cabeceira de minha cama um preto velho que assim me diz: “Fia, sua hora chegou! Tudo que suncê aprendeu inté aqui guarde como alicerce no seu caminhar como médium, a partir de agora eu e suncê vamos caminhar juntos, escrevinha aí o que esse nego vai te ditar.” Foi em meio a muita emoção que coloquei no papel a mensagem O Que É A Umbanda, e no final perguntei: como é seu nome meu vô: “Pai Firmino do Congo, fia. Sempre lhe acompanhei desde pequenina, mas suncê precisava seu tempo”. E foi pelas mãos bondosas e firmes desse preto velho, a quem tenho a honra e alegria de servir como aparelhinho de Umbanda, que dei continuidade ao meu caminhar. Paulatinamente me desliguei das tarefas que executava antes, afinal de contas tinha encontrado meu rumo - Pai Ogum tinha ouvido minha súplica. Daí por diante tudo foi mais fácil, as Entidades que me acompanhavam, começaram a se identificar, conforme minha necessidade e peculiaridade do trabalho, repassando várias mensagens espirituais. No fim de Julho de 2007 se apresentou Pai Firmino e me disse: “Minha fia, suncê deve vortar a prucurar aquela sinhora que mora distante lá no outro estado. Suncê tem um trabalho a fazer por aqui e vai precisar da mão dela em sua Coroa, bem como de toda orientação do Caboclo mentor da Casa. Fia, suncê faz Umbanda.” Sem titubear e obedecendo a ordem do Velho Firmino, entrei em contato novamente com Mãe Iassan, lhe expondo o acontecido e a partir daí comecei o meu aprendizado com a Egrégora de Pai Pery e, principalmente, a entender sobre ritualística de Umbanda. Na noite do dia 16 de agosto Pai Firmino me diz: “Fia, pega papel e lápis que vim te trazer o símbolo do terreiro e o mês da fundação, em cumprimento as ordens recebidas.” Nessa ocasião já tinha a responsabilidade de orientar e conduzir 6 médiuns. Pai Firmino desenhou o símbolo de nossa Casa e deu o seu nome: “Se chamará Centro Espiritualista Luz de Aruanda, em homenagem a luz da estrela de Pai Oxalá, que brilha nos céus do Brasil há quase 100 anos e o hino da mesma será o Hino da Umbanda que por si só já representa toda a proposta de Pai Oxalá para os nossos corações. Informe a Sinhora Sanssan.” O tempo passou célere, Mãe Iassan, acompanhando meus passos e sempre presente começou a descortinar esse universo tão querido ao meu coração, como vocês podem ver o impedimento distância física jamais existiu. Chegou outubro, mês e dia de retornar ao CECP, de rever a Casa onde conheci a Umbanda, de rever agora, minha Mãe no Santo. Quanta emoção! Quanta ansiedade! E sob as mãos sublimes, experientes e firmes de Pai Pery e de Mãe Iassan, fui consagrada dirigente de Umbanda no dia 24 de novembro de 2007, mês em que a Umbanda comemorava 99 anos de sua anunciação em solo brasileiro. No momento em que Pai Pery, diante de mim, colocou os paramentos de Chefe de Terreiro, não pude deixar de lembrar do Caboclo Ubiratan, com a sua frase certeira: “Cabocla! A sua Banda é outra!” Obrigada Umbanda por ter me chamado, acolhido e por ser sua Filha. Obrigada Zambi, Pai Oxalá, todas as Entidades que me encaminharam, esperando meu tempo. Que cada vez mais eu seja digna do trabalho na Umbanda. Obrigada Mãe Iassan, por ser minha Mãe no Santo. As palavras são poucas para expressar o que é fazer parte e ser consagrada por essa Egrégora e o que é ser Filha de Pery. Salve Guerreira de Zambi! Saravá a Coroa da Sacerdotisa de Umbanda Mãe Iassan Ayporê Pery! Saravá Umbanda! 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